A cirurgia da coluna vertebral tem evoluído de forma notável nas últimas décadas. Antigamente, as cirurgias eram mais invasivas, exigindo grandes incisões e um tempo de recuperação prolongado. Hoje, graças aos avanços tecnológicos, temos à disposição técnicas que permitem tratar problemas complexos com maior precisão e menor impacto para o paciente. Entre essas inovações, destacam-se o microscópio cirúrgico e os sistemas de cirurgia por vídeo. Ambos representam um salto qualitativo no tratamento de condições como hérnias discais, estenoses vertebrais e outras patologias que afetam a qualidade de vida de muitas pessoas.
Sobre o Dr. Mauro Fernandes

O Dr. Mauro Fernandes é ortopedista especialista em microcirurgia da coluna vertebral, com expertise em técnicas minimamente invasivas e tratamento intervencionista da dor. Ele se destaca pela utilização de tecnologia de ponta, como o microscópio cirúrgico, em casos complexos e reoperações, visando resultados superiores com menores riscos e recuperação mais rápida.
O atendimento do Dr. Mauro ocorre em seu consultório particular, localizado na cidade de Curitiba, onde oferece cuidados especializados. Além disso, realiza procedimentos no Hospital São Marcelino Champagnat, garantindo aos seus pacientes um ambiente hospitalar de excelência.
Reconhecido como um dos especialistas em coluna mais bem avaliado em Curitiba por mais de 6 anos consecutivos, o Dr. Mauro Fernandes tem suas credenciais respaldadas pelas avaliações positivas de seus pacientes. Para conferir as experiências de outros pacientes, veja as avaliações disponíveis no Google e Doctorália.
1. Microscópio Cirúrgico: Precisão Microscópica na Prática Clínica

Definição e Funcionamento
O microscópio cirúrgico é um instrumento de alta precisão que oferece uma visão ampliada e detalhada das estruturas da coluna vertebral. Imagine que você está montando um modelo de navio dentro de uma garrafa. Para ver os detalhes minúsculos, você precisa de uma lupa muito potente. O microscópio cirúrgico faz algo parecido, ampliando a imagem da área operada para que o cirurgião possa trabalhar com extrema precisão.
Este equipamento proporciona uma ampliação tridimensional (3D) contínua do campo operatório – geralmente entre 5x e 40x – combinada à iluminação coaxial (não ofuscante). Isso significa que o cirurgião tem uma visão clara e nítida e sem sombras que possam dificultar o procedimento. A principal vantagem do microscópio está na visualização direta das estruturas nervosas, como as raízes espinhais, sem a necessidade de grandes incisões musculares. Isso resulta em menor trauma para os tecidos circundantes e, consequentemente, uma recuperação mais rápida para o paciente.
Aplicações Prioritárias
O microscópio cirúrgico é particularmente útil em algumas situações específicas:
- Hérnias Discais Complexas: Em casos de hérnias discais onde os fragmentos estão calcificados ou aderidos ao tecido nervoso, o microscópio permite uma remoção segura e eficaz, minimizando o risco de lesões.
- Reoperações: Em pacientes que já passaram por cirurgias na coluna, a anatomia pode estar alterada devido a cicatrizes e implantes anteriores. O microscópio facilita a identificação precisa dessas estruturas, permitindo que o cirurgião trabalhe com segurança e evite danos desnecessários.
- Patologias Cervicais: Devido ao acesso anterior limitado na região cervical, o microscópio é ideal para descompressões da medula, permitindo incisões menores que 3 cm.
Benefícios Comprovados
A utilização do microscópio cirúrgico traz diversos benefícios para os pacientes:
- Redução de Complicações: Estudos mostram que o risco de lesão dural (uma complicação comum em cirurgias da coluna) é 30% menor em comparação com técnicas tradicionais.
- Recuperação Acelerada: Pacientes submetidos à microcirurgia geralmente retornam às atividades laborais em 15–21 dias, em comparação com 6–8 semanas em cirurgias abertas.
- Adaptabilidade Intraoperatória: A capacidade de ajustar a ampliação instantaneamente permite que o cirurgião responda de forma ágil a variações anatômicas inesperadas, como variações vasculares.
2. Cirurgia por Vídeo: Tecnologia Endoscópica Avançada

Princípios Técnicos
A cirurgia por vídeo, também conhecida como endoscopia da coluna, utiliza câmeras miniaturizadas acopladas a canais ópticos rígidos ou flexíveis. Essas câmeras são inseridas através de pequenas incisões e transmitem imagens em alta definição para um monitor, permitindo que o cirurgião visualize a área operada em tempo real.
Imagine que você está explorando o fundo do mar com um submarino equipado com uma câmera. O submarino entra em espaços estreitos e transmite imagens nítidas para a superfície, permitindo que você veja tudo o que está acontecendo lá embaixo. A cirurgia por vídeo funciona de forma semelhante, permitindo o acesso a áreas difíceis da coluna com mínima invasão.
Essa técnica é ideal para espaços anatômicos estreitos, como os forames intervertebrais lombares ou os canais torácicos restritos.
Cenários Ideais
A cirurgia por vídeo é particularmente indicada em algumas situações:
- Hérnias Foraminais: Permite o acesso direto ao forame (o espaço por onde passam os nervos) sem a necessidade de desestabilizar a faceta articular, uma estrutura importante para a estabilidade da coluna.
- Pacientes com Cirurgias Anteriores: Reduz os danos aos tecidos durante novas cirurgias, utilizando técnicas que acessam a coluna de forma menos invasiva, pela lateral ou entre as vértebras.
Contraindicações Relativas
A cirurgia por vídeo pode não ser a melhor opção em alguns casos:
- Hérnias Migradas: Quando o fragmento da hérnia se desloca mais de 10 mm, a cirurgia por vídeo pode ser tecnicamente difícil.
- Instabilidade Vertebral: Em casos de instabilidade vertebral associada, pode ser necessário realizar uma cirurgia aberta para estabilizar a coluna.
Conclusão: Simplificando Decisões Complexas com Expertise Personalizada
A escolha entre o microscópio cirúrgico e a cirurgia por vídeo não é uma decisão simples. Ambos os métodos têm suas vantagens e desvantagens, e a melhor opção para cada paciente depende de uma série de fatores.
Um especialista experiente analisa não apenas os exames de imagem (ressonância magnética, raio X e tomografia), mas realiza uma avaliação integrada do paciente, que considera:
- Histórico de cirurgias anteriores (cicatrizes teciduais ou anatomia alterada);
- Comorbidades que podem afetar a cicatrização;
- Objetivos funcionais do paciente;
- Tipo e anatomopatologia da lesão;
- Necessidade de estabilização complementar;
- Histórico prévio cirúrgico.
Com base nessa avaliação completa, o cirurgião pode determinar qual técnica oferece a melhor chance de sucesso, minimizando os riscos e maximizando os benefícios para o paciente.
Em resumo, tanto o microscópio cirúrgico quanto a cirurgia por vídeo são ferramentas valiosas no tratamento de condições da coluna vertebral. A escolha entre eles depende das características específicas de cada caso e da experiência do cirurgião.
Ao optar por um especialista como o Dr. Mauro Fernandes, você tem a garantia de receber uma avaliação completa e um tratamento personalizado, visando os melhores resultados possíveis.