Perguntas frequentes sobre a microcirurgia de coluna
-
- Como saber se eu realmente preciso de cirurgia na coluna?
A decisão é clínica e individual. Consideramos: intensidade e duração da dor, falha de tratamentos conservadores (fisioterapia, medicação, infiltrações), impacto funcional (trabalho, sono, mobilidade), achados de imagem compatíveis (ressonância, tomografia) e sinais neurológicos (perda de força, formigamento persistente, déficit progressivo). Em consulta, definimos se cirurgia é indicada, qual técnica e se há alternativa intervencionista ou conservadora.
-
- O que acontece na avaliação inicial?
Anamnese completa, revisão de exames de imagem, exame físico com testes específicos e, quando necessário, solicitamos exames complementares de precisão. A partir daí, criamos um plano de tratamento personalizado, que pode envolver cirurgia minimamente invasiva, manejo intervencionista da dor e reabilitação.
-
- O Dr Mauro Fernandes trata casos complexos e reoperações?
Sim. O Dr Mauro tem experiência em casos desafiadores e reoperações, com foco em máxima precisão e mínima agressão tecidual. Discutimos riscos, benefícios e expectativas de forma transparente.
-
- O que é microdiscectomia e quando é indicada?
É uma cirurgia microscópica para remover o fragmento de hérnia que comprime o nervo, geralmente indicada para ciatalgia ou dor radicular com déficit neurológico, quando o tratamento conservador falhou. Benefícios: visão ampliada com microscópio, incisão pequena e recuperação geralmente mais rápida.
-
- Endoscopia da coluna lombar substitui a microdiscectomia?
Ambas são minimamente invasivas e eficazes. A escolha depende da anatomia da hérnia, localização, qualidade do disco, canal lombar e história clínica. Em alguns cenários, a visão microscópica oferece maior controle; em outros, a endoscopia é excelente por acesso percutâneo. Definimos em consulta com base nos seus exames.
-
- Quando a artrodese lombar é necessária?
Indicamos em casos de instabilidade vertebral, espondilolistese, deformidades, estenose com instabilidade associada, degeneração discal avançada com microinstabilidade e em algumas reoperações. O objetivo é estabilizar o segmento para aliviar dor mecânica e compressão neural.
-
- Qual a diferença prática entre microdiscectomia, endoscopia e artrodese?
Microdiscectomia e endoscopia visam descomprimir o nervo sem fusão do segmento. A artrodese adiciona estabilização (fusão) para tratar dor mecânica e instabilidade. Recuperação e indicações variam; explicamos seu “match” ideal em consulta.
-
- Quanto tempo de internação e recuperação posso esperar?
Microdiscectomia / endoscopia: alta em 24 horas em muitos casos; retorno progressivo às atividades leves em 1 a 2 semanas; direção geralmente após liberação médica (com segurança e sem dor incapacitante). Artrodese: normalmente, alta em 48h e reabilitação mais gradual; retorno ao trabalho depende da demanda física. O plano pós-operatório é individualizado.
-
- Quais são os riscos?
Todo procedimento tem riscos (sangramento, infecção, trombose, reoperação, recorrência de hérnia, lesão neural). Em minimamente invasivas os índices são geralmente menores quando bem indicadas e executadas com precisão. Discutimos riscos personalizados no consentimento informado.
-
- Qual a vantagem do microscópio cirúrgico em relação à cirurgia por vídeo?
O microscópio oferece visão ampliada, iluminação e precisão em profundidade, favorecendo manipulação delicada de estruturas neurais. A endoscopia também é minimamente invasiva e tem excelentes indicações. Usamos a ferramenta certa para o problema certo.
-
- Vocês utilizam guia por imagem nos procedimentos intervencionistas?
Sim. Bloqueios e infiltrações são guiados por radioscopia, no centro cirúrgico, para precisão e segurança.
-
- Existe preparo pré-operatório?
Sim. Avaliação clínica, otimização de comorbidades, orientações de medicamentos, jejum e preparo com equipe multidisciplinar (fisioterapeuta e psicologia). Você recebe um checklist claro.
-
- Como é o pós-operatório e a reabilitação?
Fornecemos orientações escritas, controle de dor, cuidado com ferida, sinais de alerta e protocolo de reabilitação com fisioterapia especializada. Em casos selecionados, trabalhamos com personal trainer para retorno seguro às atividades.
-
- Tratamento intervencionista da dor pode evitar cirurgia?
Em muitos casos, sim. Bloqueios diagnósticos e terapêuticos, infiltrações epidurais, radiofrequência e outras técnicas podem reduzir dor, acelerar reabilitação e adiar ou evitar cirurgia quando clinicamente seguro.
-
- Já operei e continuo com dor. Existe solução?
Avaliamos causas como fibrose, recidiva de hérnia, instabilidade, fonte facetária/sacroilíaca ou dor neuropática. Muitas vezes há opções: reabordagem precisa, estabilização ou protocolos intervencionistas e de reabilitação.
-
- Vou ficar com cicatriz grande?
Técnicas minimamente invasivas utilizam incisões pequenas. A qualidade da cicatrização depende também de fatores individuais e dos cuidados pós-operatórios.
-
- Sentirei dor após a cirurgia?
É esperado algum desconforto, mas manejamos com protocolo multimodal. A dor radicular costuma melhorar rapidamente após descompressão bem-sucedida. Comunicamos sinais de alerta que exigem contato imediato.
-
- Preciso suspender anticoagulante ou outros remédios?
Avaliamos caso a caso e coordenamos com seu cardiologista/clinicista. Nunca suspenda por conta própria.
-
- Vocês oferecem segunda opinião?
Sim. Revisamos seus exames e histórico para orientar a melhor decisão, inclusive quando a conduta for não cirúrgica.