Dr. Mauro Fernandes

Perguntas frequentes sobre a microcirurgia de coluna

 

    1. Como saber se eu realmente preciso de cirurgia na coluna?

A decisão é clínica e individual. Consideramos: intensidade e duração da dor, falha de tratamentos conservadores (fisioterapia, medicação, infiltrações), impacto funcional (trabalho, sono, mobilidade), achados de imagem compatíveis (ressonância, tomografia) e sinais neurológicos (perda de força, formigamento persistente, déficit progressivo). Em consulta, definimos se cirurgia é indicada, qual técnica e se há alternativa intervencionista ou conservadora.

 

    1. O que acontece na avaliação inicial?

Anamnese completa, revisão de exames de imagem, exame físico com testes específicos e, quando necessário, solicitamos exames complementares de precisão. A partir daí, criamos um plano de tratamento personalizado, que pode envolver cirurgia minimamente invasiva, manejo intervencionista da dor e reabilitação.

 

    1. O Dr Mauro Fernandes trata casos complexos e reoperações?

Sim. O Dr Mauro tem experiência em casos desafiadores e reoperações, com foco em máxima precisão e mínima agressão tecidual. Discutimos riscos, benefícios e expectativas de forma transparente.

 

    1. O que é microdiscectomia e quando é indicada?

É uma cirurgia microscópica para remover o fragmento de hérnia que comprime o nervo, geralmente indicada para ciatalgia ou dor radicular com déficit neurológico, quando o tratamento conservador falhou. Benefícios: visão ampliada com microscópio, incisão pequena e recuperação geralmente mais rápida.

 

    1. Endoscopia da coluna lombar substitui a microdiscectomia?

Ambas são minimamente invasivas e eficazes. A escolha depende da anatomia da hérnia, localização, qualidade do disco, canal lombar e história clínica. Em alguns cenários, a visão microscópica oferece maior controle; em outros, a endoscopia é excelente por acesso percutâneo. Definimos em consulta com base nos seus exames.

 

    1. Quando a artrodese lombar é necessária?

Indicamos em casos de instabilidade vertebral, espondilolistese, deformidades, estenose com instabilidade associada, degeneração discal avançada com microinstabilidade e em algumas reoperações. O objetivo é estabilizar o segmento para aliviar dor mecânica e compressão neural.

 

    1. Qual a diferença prática entre microdiscectomia, endoscopia e artrodese?

Microdiscectomia e endoscopia visam descomprimir o nervo sem fusão do segmento. A artrodese adiciona estabilização (fusão) para tratar dor mecânica e instabilidade. Recuperação e indicações variam; explicamos seu “match” ideal em consulta.

 

    1. Quanto tempo de internação e recuperação posso esperar?

Microdiscectomia / endoscopia: alta em 24 horas em muitos casos; retorno progressivo às atividades leves em 1 a 2 semanas; direção geralmente após liberação médica (com segurança e sem dor incapacitante). Artrodese: normalmente, alta em 48h e reabilitação mais gradual; retorno ao trabalho depende da demanda física. O plano pós-operatório é individualizado.

 

    1. Quais são os riscos?

Todo procedimento tem riscos (sangramento, infecção, trombose, reoperação, recorrência de hérnia, lesão neural). Em minimamente invasivas os índices são geralmente menores quando bem indicadas e executadas com precisão. Discutimos riscos personalizados no consentimento informado.

 

    1. Qual a vantagem do microscópio cirúrgico em relação à cirurgia por vídeo?

O microscópio oferece visão ampliada, iluminação e precisão em profundidade, favorecendo manipulação delicada de estruturas neurais. A endoscopia também é minimamente invasiva e tem excelentes indicações. Usamos a ferramenta certa para o problema certo.

 

    1. Vocês utilizam guia por imagem nos procedimentos intervencionistas?

Sim. Bloqueios e infiltrações são guiados por radioscopia, no centro cirúrgico, para precisão e segurança.

 

    1. Existe preparo pré-operatório?

Sim. Avaliação clínica, otimização de comorbidades, orientações de medicamentos, jejum e preparo com equipe multidisciplinar (fisioterapeuta e psicologia). Você recebe um checklist claro.

 

    1. Como é o pós-operatório e a reabilitação?

Fornecemos orientações escritas, controle de dor, cuidado com ferida, sinais de alerta e protocolo de reabilitação com fisioterapia especializada. Em casos selecionados, trabalhamos com personal trainer para retorno seguro às atividades.

 

    1. Tratamento intervencionista da dor pode evitar cirurgia?

Em muitos casos, sim. Bloqueios diagnósticos e terapêuticos, infiltrações epidurais, radiofrequência e outras técnicas podem reduzir dor, acelerar reabilitação e adiar ou evitar cirurgia quando clinicamente seguro.

 

    1. Já operei e continuo com dor. Existe solução?

Avaliamos causas como fibrose, recidiva de hérnia, instabilidade, fonte facetária/sacroilíaca ou dor neuropática. Muitas vezes há opções: reabordagem precisa, estabilização ou protocolos intervencionistas e de reabilitação.

 

    1. Vou ficar com cicatriz grande?

Técnicas minimamente invasivas utilizam incisões pequenas. A qualidade da cicatrização depende também de fatores individuais e dos cuidados pós-operatórios.

 

    1. Sentirei dor após a cirurgia?

É esperado algum desconforto, mas manejamos com protocolo multimodal. A dor radicular costuma melhorar rapidamente após descompressão bem-sucedida. Comunicamos sinais de alerta que exigem contato imediato.

 

    1. Preciso suspender anticoagulante ou outros remédios?

Avaliamos caso a caso e coordenamos com seu cardiologista/clinicista. Nunca suspenda por conta própria.

 

    1. Vocês oferecem segunda opinião?

Sim. Revisamos seus exames e histórico para orientar a melhor decisão, inclusive quando a conduta for não cirúrgica.